A atividade sugerida pela Interdisciplina 068 - Música, nos sugeriu a construção de um glossário com palavras condizentes ao contexto musical. Fui contemplada com a palavra "Andamento", que para mim, poderia ser facilmente chamado de ritmo, sem prejuízo de designação...
Então, descobri que Andamento, é o grau
de de velocidade ou movimento, mais rápido ou mais lento, que caracteriza o
desenrolar de uma música. É o grau de velocidade de seu compasso. Erroneamente
as pessoas costumam confundí-lo com ritmo
(rítmo de rock, rítmo de samba), referindo-se às diferenças na batida.
Entretanto,é importante atentar que o
ritmo se refere a pulsação imposta à
música, enquanto o andamento, refere-se à velocidade
com que estas pulsações acontecem
Em outras
palavras, podemos dizer que andamento, é a distância entre um pulso e outro, ou
seja, se ocorrem longos intervalos, teremos uma música lenta, mas quanto mais próximos uns dos outros,
menor o tempo para que seja percorrido na música, logo, será uma música mais
rápida.
O
andamento de uma música, ou seja, sua velocidade, é determinada pela quantidade
de unidades de tempo que temos por minuto (BPM
– batidas por minuto) e pode ser expressa de várias maneiras na partitura: com valores numéricos, com
termos em italiano ou ainda, com a combinações
de ambos.
Para compreendermos melhor o acima exposto, sugiro a visualização do seguinte vídeo:
"Mas deixa estar que eu vou me embora, eu vou me embora pra
fronteira..."
Ouço esta música, chamada "Xote laranjeira",
e é como se a memória do meu pai, tocando gaita no cair das tardes de
sábado, me transportasse para a epoca de minha infância... Ouço as músicas de
Chango Spasiuk, relembro os primeiros momentos ao lado de meu namorado...
Cantando "Pais e filhos" da Legião Urbana, recordo meus tempos
de rebeldia... "Se esta rua fosse minha", lembra da minha
professora na segunda série... para matar as saudades de minha casa, ouço
"Fogão de lenha", do Chitãozinho e Xororó... para me
concentrar e realizar as atividades do PEAD, nada como ouvir Djavan...
Acho que aí, reside o maior dom que a musicalidade concerne
à nossa vida: além de estimular a criatividade e possibilitar a expressão
de nossos diversos sentimentos por meio de sons, pode nos servir de refúgio, ou
ainda, promover relaxamento, desencadeando muitas sensações que vão de encontro
ao nosso bem estar.
Em sala de aula, é um recurso maravilhoso, pois além de
auxiliar no desenvolvimento da expressividade dos alunos, também promove uma
maior interação com o grupo. Estes momentos de descontração são muito
significativos para o cotidiano pedagógico e sempre que possível, procuro
utilizá-los em minhas aulas.
Dentre todas as circunstâncias
demonstradas no transcorrer deste filme, chamado "Minha voz, minha vida", uma chamou minha atenção em particular:
Se eu fosse a professora que estava no consultório, respondendo aos
questionamentos feitos pelo médico, algumas de minhas respostas também seriam
afirmativas, pois constantemente sinto cansaço vocal, garganta seca e percebo
que às vezes, tenho problemas para falar baixo. Neste sentido, acho que preciso
atentar para a forma como veio realizando minhas exposições orais, embora
costume as intercalar com boas doses de água e participações por parte dos
alunos. Todavia, não tenho o hábito de gritar
para chamar a atenção pois já no início do ano letivo, fazemos combinados para
as nossas aulas e estes, costumam dar certo, por exemplo: quando as conversas
estão sendo demasiadamente altas, levanto os dedos de uma mão e vou os
abaixando progressivamente. Caso todos os dedos fiquem abaixados, os alunos
sabem que não considerarei as possibilidades de saída de campo para a turma,
uma vez que não cumpriram com a sua parte do combinado. É sabido que maçãs são
ótimas para a manutenção da qualidade vocal. Talvez por isso, estão
tradicionalmente, ligadas às imagens dos
professores. Embora eu saiba que estou errada,
a ingestão de frutas tem sido meu “calcanhar de Aquiles”, infelizmente.
Já na apresentação, as professoras Leda Maffiolettie e Luciane Cuervo deram-me a impressão de que nos trariam muitas novidades. Então, não me surpreendeu quando nos propuseram que faríamos uma acolhida sob a forma de ciranda. Ficamos sabendo que a ciranda tem o objetivo de extravasar as energias.
Então, conversamos sobre a voz, que nunca é tarde para cuidarmos dela e que para tanto, precisamos estar atentos a detalhes simples como postura e respiração.
A musicalidade é parte de todos os seres humanos e as experiências com a música e com o folclore infantil nos prestam identidade. O contexto cultural influencia no gosto musical. Então, ficamos sabendo que Música, Cultura e Educação são eixos que se interligam e que serão os focos de estudos desta Interdisciplina.
Ao trabalharmos com música em sala de aula, precisamos ir além das trivialidades que nos são oferecidas pelos modismos midiáticos.
A entonação vocal e sua importância
Voluntariamente, algumas colegas participaram de uma atividade simples, onde deveriam utilizar-se de diferentes entonações vocais para uma única frase. Então, após refletirmos sobre a forma como concebemos as informações que recebemos, de acordo com a percepção vocal, a professora passou a falar sobre a importância da música. As pinturas rupestres e artefatos históricos dão conta de fazeres musicais, como apontado nas pinturas da Dança de Cogul, nas paredes da caverna de mesmo nome, na Espanha. Seja em ambientes sociais mais eletistas e hierarquizados, seja nas classes mais inferiores, a música sempre se fez presente, à exemplo da cultura indígena, onde é algo crucial e marcantes em quase todos os rituais. Em vários lugares, em tempos remotos, são encontrados artefatos que lembram instrumentos musicais. Quando pensamos na importância da música para os seres humanos, basta dizer que a audição, já ocorre desde os nossos primeiros 5 meses de gestação e por isso, é considerado o nosso primeiro e último sentido vital. É fundamental que desde cedo, tenhamos nossa cultura musical sendo estimulada, pois quando curtimos uma música, nosso cérebro libera dopamina, substância química ligada a sensação de prazer. Mitos sobre a musicalidade Há muitos mitos sobre a musicalidade: "Musicalidade é um dom!" Apesar de o ser, há uma série de fatores, que perpassam pela genética e pela cultura e que podem nos fazer desenvolver a musicalidade. "Estou muito velha para aprender!" Nosso cérebro está apto a aprender em qualquer momento de nossa vida. Quando envelhecemos, ele desenvolve uma maior capacidade de fazer associações neurais, mas precisa ser estimulado para desenvolver-se. "Ouvir Mozart deixa a criança mais inteligente!" O fato de estarmos pensando em uma música já é fato responsável por promover o engajamento de todas a nossa capacidade cognitiva. "Há uma região específica que sabe ler partitura, mas não sabe música!" Prova de que tal afirmação está errada são aqueles instrumentistas e cantores que produzem música sem nem precisar de partituras, a exemplo de Yamandú Costa. "Não sabe tocar um instrumento, não sabe música!" Hoje em dia, está mais fácil o acesso à aprendizagem de instrumentos, mas é necessária muita dedicação. Sabe-se que a habilidade musical melhora em 40% a habilidade de leitura, pois comungam dos mesmos mecanismos neurais! Somos dotados de uma função cerebral chamada de plasticidade neuronal, ou seja, é a capacidade que nosso cérebro possui de adaptar-se constantemente às novas aprendizagens. Audição Humana Ouvimos até 20.000 hertz. A perda auditiva é definitiva e consequente da idade. Porém, este problema pode ser potencializado com a utilização indevida de sons em volume alto!
No filme acima, "Minha voz, minha vida", são demonstrados diferentes professores, com diferentes locuções vocais.
Nossa identidade fica abalada quando perdemos nossa voz, mas há diferentes técnicas que podem nos auxiliar eficientemente no nosso dia-a-dia, como por exemplo, exercícios respiratórios.
Usamos nossa voz para chorar, gritar, cantar, conversar, etc. Trata-se de um de nossos principais meios de comunicação.
No entanto, o uso abusivo e descontrolado de nossas capacidades vocais, podem causar lesões nas cordas vocais, que podem evoluir para graves doenças. O cigarro, o álcool, irritantes químicos, maus uso, infecções mal curadas, ressecamentos constantes, são alguns dos inimigos de nossa voz!