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terça-feira, 27 de junho de 2017

Apresentação do Projeto Leitura e Ação

             Na última semana, em nosso encontro presencial no PEAD, fizemos nossa apresentação, com PPT de nosso projeto de aprendizagem, para a interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação.
         
   Assim, reunimos um pouco de nossas experiências, considerando que somos quatro alunas neste grupo, com diferentes realidades, inclusive no que se refere às faixas etárias de nossos estudantes, completamente distintas.
   O projeto, na verdade, começou com nossas próprias dúvidas a respeito de como iríamos operacionalizá-lo de forma que contemplasse comum a todas e ainda, como traríamos isso a nossos alunos, etc. Foi necessário que fossem estabelecidas perguntas que nos guiaram na mobilização e execução de nosso projeto de forma bastante integrada e cooperativa.
    Foi bastante gratificante pois também aprendemos muito com essa troca.
   Algo que julgamos importante foi a metodologia de apresentação trazida pela Professora, estabelecendo que apenas uma integrante fosse interlocutora do grupo. Ao nosso ver, isso potencializou a ideia de coletividade que foi balizadora de nossas atividades, além de agregar positivamente na questão da otimização do tempo. A utilização do arquivo em PPT também facilitou a recordação de nossas ideias constituídas até então, funcionando como excelente recurso imagético. 
      Algumas vezes, tivemos dúvidas se o que estávamos construindo era um Projeto de Aprendizagem ou um Projeto de Aprendizagem, já que características de ambos, iam mesclando-se à construção de nossas atividades. 
         Contudo, ao final, dada às construções que fizemos, priorizando o protagonismo de nossos alunos ao realizarem as atividades, fomos nos dando por conta que estávamos no caminho certo e por isso, julgamos tão positivos os resultados de nossa apresentação.






segunda-feira, 17 de abril de 2017

O professor reflexivo

O ato reflexivo é algo inerente ao ser humano, pressupondo tomada de consciência a partir de analise detalhada de alguma coisa ou fato. Portanto, pressupõe que o indivíduo deva conhecer afundo aquilo que é investigado, livre de qualquer preconceito, sendo oriunda desta perspectiva a autonomia defendida no texto de Alarcão.
Segundo as reflexões da autora, a contemporaneidade social nos exige posturas profissionais que colocam sob júdice contínuo as estruturas hierarquizadas do ensino-aprendizagem, já que “são as perguntas que permitem passar do nível descritivo ao nível interpretativo, transformar os confrontos em potenciais de reconstrução”. (Alarcão, 1996, p. 10).
Vistas sob o viés reflexivo, as ações do professor devem traduzir-se em mudanças práticas em seu cotidiano pedagógico, seja durante as suas realizações, seja num caráter retrospectivo. Encarado desta forma, o processo de ensino-aprendizagem vai tornando-se mais elaborado, já que as ações reinterpretadas vão gerando condições para criação de outras alternativas, as quais serão utilizadas em outras ocasiões que demandem semelhantes posturas.
Um professor reflexivo dirige, prioritariamente, um olhar sobre sua própria prática e contexto imediato, analisa as condições concretas que perfazem seu dia a dia. No entanto, penso que, aliado a este processo introspectivo e individualizado, é importante que as Escolas propiciem encontros para compartilhamento de experiências entre os demais profissionais da Educação, mantendo canais de comunicação que dialoguem com as diferenças e incorporem novas perspectivas.

Referências

ALARCÃO. Isabel. Ser professor reflexivo. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1917616/mod_resource/content/2/Ser_professor_reflexivo_Isabel_Alarcao.pdf, acessado em 17 de abril de 2017.

terça-feira, 4 de abril de 2017

E por falar em ansiedade, voltamos às atividades coletivas...

       Em outros momentos, já falei sobre a minha dificuldades de realizar trabalhos de forma coletiva, seja porque minha sociabilidade ainda está no jardim de infância, seja porque a divergência de pensamentos acabam gerando impasses que vez por outra, desandam para a extinção de "relacionamentos amistosos", por assim dizer.

                                                           .
Prova concreta do que digo foi a realização da atividade encaminhada sobre "Fé e Ciência", cuja a ideia inicial era de que convergíssemos nossas curiosidades em prol de uma construção coletiva. Embora a apresentação tenha ficado a contento de todos (pois ainda que contrariada, não medi esforços em fazer minhas contribuições para o bom andamento do processo), confesso que a frustração foi uma companheira contínua, pontuada pelo fato de que passei a pertencer a um grupo "das gurias que não estavam no dia do começo da atividade" e não, ao grupo em que eu já havia contatado para que pudesse fazer parte no período intermitente às aulas presenciais...
        Então, quando reiniciaram as atividades da EDUAD 079 - Seminário Integrador V e da EDUAD 077 - Projeto Pedagógico em Ação, ambas propondo-se colaborativas, mas coletivamente organizadas, tendo a investigação como mote principal, veio aquela sensação que bem conheço...
       "- Vamos lá, Ivonete... você consegue! Vai ser breve!"
       Todavia, desta vez, eu estava presente na aula. Portanto, foi passível que eu escolhesse as pessoas com quem eu iria deveria trabalhar! Engraçado, para alguns é apenas um detalhe! Para mim, é a diferença! Não que isso beire a xenofobismo, homofobia, egocentrismo, narcisismo ou qualquer outro destes "ismos" ou "fobias" que andam na moda! 
    O  interessante é que, resolvemos que iríamos manter o mesmo grupo para realização das atividades da EDUAD 078 - Psicologia da vida adulta, quando pesquisaremos sobre a Ansiedade.              Então, me senti em casa, porque trata-se praticamente de um "estudo de caso"... não lembro do dia em que aprendi que era assim o nome que designava esta sensação que alguns dizem ser boa, mas bem sei o quanto os constantes tratamentos com especialistas tem me auxiliado a lidar com a delicadeza desta questão.
       Agora, vem a parte do "- Ok, Ivonete! Supere-se!", mas daí, já é papo para uma outra postagem...

terça-feira, 28 de março de 2017

Ahhhh, a Páscoa!!!


     Pedi aos meus alunos que trouxessem um pote de sorvete vazio, com um bom tempo de antecedência, pois, com eles, fabricaríamos nossos ninhos de Páscoa. E foi o que fizeram: 25 potes, trazidos até a data marcada. Mas e aí? Aí que a data foi se aproximando e eles ficaram apavorados porque os potes haviam "sumido"...                                              
         "-Bah, Sora! E agora? Não vai dar tempo de trazer mais potes de novo!"                                              "-Sora, será que foram os alunos da manhã que pegaram nossos potes? Eu me lembro bem como era o meu!"                                                                    
       Tempo passando, trabalhos sobre a Páscoa, decoração pasqualina pela Escola, propagandas de mercado, coelhinhos para todos os lados...  e os potes?! Nada! Eu, quieta, só observando a reação deles. Bem sabia que havia mais de uma semana, não ia dormir antes das 3 horas da manhã, recortando, pintando, colando, montando, produzindo...

       
       Tenho destas coisas... Vi, gostei, vou fazer! Depois, é que vejo o quão trabalhoso é a tal da coisarada toda! E quem disse que eu conseguia encontrar os 25 puxadores exatamente iguais para todo mundo?! Afff... Que novela!!! 
       Na quarta-feira, todos estavam silenciosos... até meio tristes... porque não tinham nem ouvido falar no fim que haviam dado nos tais potes...
       Aí, com auxílio de duas queridas amigas e do meu namorado (para quem Deus deu uma paciência de monge budista, pra minha sorte!), levei todos os potes, agora ninhos para serem utilizados como porta-trecos depois! 
         Em meio a aula de resolução de situações-problemas, saí dizendo que ia à biblioteca. Depois, que escondi todos os ninhos, voltei para a sala, fiz algumas combinações. O resultado da "empreitada, você pode conferir no vídeo em anexo, ou ainda, nas carinhas de cada um, na foto abaixo! 
       Como foi gostosa a sensação desta tarde! Só eu sei o quanto fiquei feliz com cada abraço e carinho que recebi de volta!! Oxalá, tenhamos mais oportunidades de dias assim! 
          Tiramos mmmmuittass fotos!!!
    






terça-feira, 21 de março de 2017

Enfim, ganhei minha turma!

(Alguns dos "meus", em nosso "bailinho de Carnaval")

     Aprendi com a minha mãe que, quando queremos alguma coisa de verdade, todos os anjos conspiram para que tudo aconteça! Pois esta, é a exata sensação que tive ao iniciar o ano letivo de 2017!
     Após trabalhar três anos nesta Escola, na condição de R2 (professora responsável pelas disciplinas de Artes, Religião, Cidadania, Música e Geografia de um sexto ano, diga-se de passagem!), finalmente, ganhei o MEU terceiro ano! Minhas 25 crianças!
       Não que eu não tenha gostado de minhas experiências anteriores e, modéstia a parte, sempre fui muito elogiada pelo capricho e dedicação que me proponho ao sugerir as atividades aos meus alunos. Entretanto, sabe quando você quer aquela "turma pra chamar de tua"? 
      Eles são muito queridos, mas conversam até pelos cotovelos! Vez por outra, nos estranhamos, é verdade! 
       Pouco a pouco, vou conhecendo suas histórias. Algumas são realmente tristes, o que faz daquela criança uma heroína aos meus olhos, pois sinceramente, não sei se estruturalmente, conseguiria ter passado por semelhante experiência e mesmo assim, ainda ter um sorrisão gratuito pra enfrentar estas agruras que o mundo anda oferecendo ultimamente!
    Alguns, mal reconhecem as letras, outros, formam frases ainda simplificadas e repetitivas, tem também os que dizem que a dezena são iguais às unidades estando a diferença apenas na escrita e não na quantidade. Outros, riem das minhas bobagens e chegam a esperar porque sabem que logo depois da briga, vou dizer uma besteira pra "aliviar o clima".
      E assim, seguimos nós... 
     Às vezes, aquela vozinha interna que todo o professor tem, vem e me diz: "-Ivonete, você vai dar conta de tamanha heterogeneidade?" 
     Se esta pergunta vem numa quarta-feira, dia que eles tem a hora da leitura e me contam fascinados sobre o que aprenderam, respondo: "- Ahhhh, capaz que não, Ivonete!! Olha pra eles! Estão no caminho e tu sabes bem por onde guiá-los! Teus dezesseis anos de magistério vão dar conta!"
     Agora, se me pega de sobressalto numa sexta-feira, o desânimo já se apressa na resposta: "- Se você tivesse suas turmas de R2 agora, era só ir pra casa, pensar em novas brincadeiras pra semana que vem! Mas não!! Agora, está aí você, sobrecarregada de cadernos pra corrigir, planejamentos para fazer no final de semana!"
      Mas, sabe... Daí, tu recebe uma cartinha daquele aluno (aquele mesmo com quem tu brigou a tarde toda pra caprichar no caderno), dizendo que tu é a mãe que ele queria ter conhecido... Bah, não tem como pensar nisso, não encher os olhos de lágrimas e pensar:
       "- Ivonete, eles são teus!"
   



terça-feira, 14 de março de 2017

Sobre viver...

         Então, eu estava com todas as minhas atividades prontas, inclusive a síntese reflexiva semestral se encaminhando... Recebo a notícia de que minha mãe, em pleno tratamento de um câncer de mama maligno, estava na eminência de passar por um primeiro procedimento cirúrgico.
         Entre a aflição de não cumprir com as minhas obrigações na Escola em que trabalho, não apresentar o workshop avaliativo, pensei: "- Minha mãe nunca me deixaria para depois!"
         Ela foi e será sempre minha prioridade!
         Comuniquei minha decisão via e-mail para professores, coordenadores de curso, tutores, enfim, todas as pessoas que de alguma forma, são responsáveis pela organização do PEAD e para minha "surpresa", não recebi NADA de retorno, excetuando um comunicado por parte do Professor Crediné, avisando que eu poderia participar do Workshop de Recuperação, realizado ontem, 13/03.
        Então, foi o que fiz... procurei render forças para realizar esta parte do meu trabalho, apresentar da melhor forma que consegui o que eu havia compreendido das interdisciplinas que participei no transcorrer deste quarto semestre.
        Ao contrário das apresentações anteriores, não dei muita atenção à qualidade de minha fala, justamente porque, minha mãe continua passando pelos tratamentos quimioterápicos e eu, estou a 720 quilômetros dela...  
        Este ano, pedi para que eu ganhasse uma turma. Recebi um terceiro ano, onde há 6 casos de alunos que precisam de planejamento especial porque não estão alfabetizados. Minha vida tem se debruçado sobre livros, leituras e muita preocupação!
        Ainda que eu tente desviar meus pensamentos, me concentrar nas coisas que de imediato, pareçam mais urgentes, não tenho conseguido dar-lhes primazia em meu cotidiano, porque queira ou não, a doença de minha mãe, me desestruturou de forma avassaladora... 
       A UFGRS deixou de ser prioridade, pelo menos por enquanto. A Escola e seus múltiplos problemas também, porque a Ivonete adulta, precisa ser filha neste momento!
       Sinto-me singrando por um oceano instável.... queira Deus que seja uma sensação passageira!