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terça-feira, 23 de maio de 2017

A importância da leitura em nosso cotidiano

Pensando a questão prática da leitura no cotidiano pedagógico, ressaltando suas contribuições, eu, Ivonete, propus aos meus alunos  da turma 3 A 3 (Ensino Fundamental), a realização das seguintes atividades:

1.  Diálogo inicial sobre os entendimentos acerca da importância e as diferentes formas de leitura que podemos realizar em nosso cotidiano vital.
2.  Realização de Fichamentos de Leitura, a partir de leituras contidas em uma “Sacola Literária”.
3.  Produções textuais em duplas, sequenciadas de apresentações orais.

Na sequência, passo a descrever cada atividade, relatando um pouco de como foi a experiência de sua realização:



Diálogo inicial: Diferentes tipos de leituras no cotidiano vital




Conforme podemos observar no vídeo, alguns de meus alunos ainda tem dificuldades em compreender a prática da leitura fora de seu cartesianismo convencional, onde esta, aparece condicionada à presença de letras e números.
Levando em consideração sua faixa etária (entre 8 e 9 anos de idades), surpreendi-me com a profundidade analítica de certas hipóteses que foram levantadas por eles, inclusive, suscitando conversas que dispensaram por completo a minha intervenção.
Entre os aspectos positivos de minha turma, destaco a facilidade com que eles expõem seus posicionamentos durante as explanações orais. Por isso, julguei importante explorar esta potencialidade na presente filmagem.
Outro aspecto que gostaria de destacar é que, os dois alunos que realizam a leitura ao final, estão sendo sondados pelo NAPPI (Núcleo de Atendimento às Pessoas Portadoras de Inclusão), sendo que ambos, tem históricos familiares bem complicados! Entretanto, percebe-se que, mesmo em meio às dificuldades, a oralidade lhes é inerente, aspecto que julgo crucial para o desenvolvimento de uma leitura dinâmica e compreensível, mas sobretudo, significativa.


Realização de Fichamentos de Leitura







Todas as quartas-feiras,  temos uma combinação de que todos devem trazer para a Escola um livro, uma revista, um gibi, enfim, qualquer material para que dediquem-se para a leitura do mesmo. Então, aleatoriamente, alguns alunos são escolhidos para que compartilhem conosco suas impressões e compreensões.

Quando contei à Kasandra sobre esta minha didática de ensino, ela me sugeriu uma atividade chamada “sacola itinerante”, onde cada dia, um aluno leva para casa um livro, devendo lê-lo com o auxíio de sua família, para que na próxima aula, realize um relato pessoal sobre o que compreendeu da história.
            Adorei a ideia! Achei super válida!
Então, resolvi providenciar uma destas pra mim, mas, como pode ser observado na imagem, chamei-a de “Sacola Literária”, pois aliada a prática da leitura, os alunos também ficaram incumbidos de realizarem fichamentos, elencando aspectos estruturais e observações pessoais sobre as obras lidas.


Produções Textuais, sequenciadas de exposições orais

Orientados para organizarem-se em duplas para que produzissem coletivamente um texto, os alunos debateram, acordando livremente sobre enredo, personagens, cenários e desfechos que dariam às suas produções.
Inicialmente, eu havia previsto que 4 aulas seriam suficientes para a realização de tal atividade. Todavia, a necessidade de extensão é totalmente compreensível neste caso, inclusive, no que se refere a presença de erros ortográficos e estruturais, por se tratarem de crianças que se encontram em fase de alfabetização.
Enquanto corrigia as produções, alguns aspectos chamaram a minha atenção:
·      Todas as duplas optaram por produções textuais do gênero narrativo, sobretudo, porque costuma ser o tipo de leitura mais comum às suas práticas cotidianas.
·      Quase todos textos iniciaram com a expressão “era uma vez”, o que dá a impressão de que,  por “terem de contar uma história”, há uma noção generalizada de que a predominância temporal do imaginário infantil ainda é influenciada pelas estruturas na forma de conto.
Percebi que vários textos possuíam expressões em línguas estrangeiras, como shopping, whats app, youtube, tablet, etc, inclusive nos nomes que foram dados aos personagens. Isso transparece a percepção que os alunos têm da realidade que os cerca e a naturalidade com que lidam com estes bombardeios diários de informações que para nós, adultos, muitas vezes, costumam demandar certo tempo para que assimilemos.



Em linhas gerais, tive a impressão de que compreenderam a noção estrutural da temporalidade dos fatos e isso, me deixou muito feliz, sobretudo, porque eles ainda não possuem noções exatas acerca de conjugações verbais, fazendo-as segundo o que julgam adequadas à construção de suas frases.
Foi uma atividade muito gratificante, principalmente porque, foi a primeira vez em que eles foram desafiados a produzir um texto “sozinhos”, sem a minha intervenção direta. Em outros momentos, havíamos criado textos coletivos, cujas ideias eram pensadas coletivamente  e registradas no quadro por mim para, somente depois, serem registrados em seus cadernos. Então, me senti super orgulhosa de perceber meus pequenos, “andando com suas próprias pernas”!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dia do Trabalho... e quando não é?



           Certa noite de domingo, naquela hora em que a musiquinha do Fantástico te deprime, ora porque é sinal de que as horas de "descanso" estão chegando ao fim, ora porque o resumo das notícias semanais te desanimam, tentando dar conta de toda insensibilidade humana que permeiam a realidade mundial de nossos dias, lembrei que a internet poderia ser uma alternativa para desopilação.
      Entre postagens, curtidas e fotos do facebook, um pequeno texto chamou a minha atenção, principalmente em função dos múltiplos compartilhamentos entre meus colegas de profissão. Ali, dizia assim:


"Nesta tarde (ou manhã, ou noite), em algum lar, um(a) professor(a) está preparando a aula para o seu filho na escola, enquanto você trabalha ou assiste TV.
Neste mesmo minuto, professores do mundo todo estão usando o seu “tempo livre”, muitas vezes gastando do seu próprio bolso, para a educação, prosperidade e futuro do seu filho."


            Pois era justamente isso! Ali, estava eu, com várias abas abertas de sites pedagógicos, procurando novas atividades e sugestões de lembrancinhas para o dia das mães, "carregando umas pedras enquanto descanso"!
         Não compartilhei a publicação, mas foi interessante o quanto algumas palavras de terceiros vem nos convidar à reflexão de forma tão inesperada às vezes.
         Comecei a pensar no meu cotidiano... na sexta-feira que vim caminhando pela rua, da Escola até a minha casa, trazendo  25 cadernos em minha mochila, para corrigir as tarefas de meus alunos porque não foi possível fazer isso em sala... lembrei que todas as noites meu horário de sono só é permitido depois das 2 horas da manhã e só acontece porque antes, tomo remédios receitados pela psiquiatra, justamente porque as horas que meu corpo necessita para relaxar são divididas com a ansiedade causada pela preocupação que tenho com alunos que não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem dos demais e necessitam de olhares especiais... pensei no horário marcado com o ortopedista para verificar as dores que tenho sentido na coluna, outra rotina que não costumava a estar no meu cotidiano existencial há algum tempo atrás...
         Realmente, tenho gastado do meu bolso para ser professora!
       A vida tem me feito estas cobranças e é muito triste quando percebo que não tenho o suficiente para reembolsá-la depois...
         Beirando os quarenta, você não olha mais as coisas com o mesmo olhar romantizado dos 20. A praticidade dos 30, continua a imperar. O tempo passa a urgir e os cabelos brancos te contam diariamente que as coisas daquele dia, não serão mais como eram antes...
         Então, nestas filosofias e entrelinhas, o tal do tempo vem novamente te dizer:
         - Ivonete, o que você vai trabalhar com os alunos do nono ano amanhã? Tu tens de preparar algum conteúdo sobre o Oriente Médio! Ahh, e não te esquece que esta turma tem a guria que é inclusão, e que tu tens de adaptar o conteúdo para o nível dela para que a acompanhante possa ajudar.... e tem o sétimo ano, a questão dos biomas brasileiros está em aberto, você precisa pensar uma forma de encaminhar tudo para a pampa porque então, já pode dar sequência para a Região Sul... Quanto aos alunos da tarde, aquele texto do Juca das Rosas parece ser interessante para começar os diálogos sobre o Dia das Mães, inclusive, é interessante abordar a questão de substantivos próprios e comuns porque abre um leque para isso... 
         Começa o Domingo Maior... o filme já passou umas trezentas vezes na sessão da tarde... meu corpo está relutando contra a impressora... as coisas do nono ano são para a manhã seguinte....
          Aí, o tempo diz:
          - Ok, Ivonete, toma teus remédios e vai dormir. Para amanhã, estamos com tudo pronto. Agora, você tem de "guarda energia" para os trabalhos da UFRGS de amanhã a noite, porque as datas estão se aproximando..."
          E lá, eu vou... Brincar de viver, porque tenho de ter dinheiro para pintar os cabelos brancos depois...
          Ahhh, mas antes, FELIZ DIA DO TRABALHO! 👍


        

         Referências:


terça-feira, 28 de março de 2017

Ahhhh, a Páscoa!!!


     Pedi aos meus alunos que trouxessem um pote de sorvete vazio, com um bom tempo de antecedência, pois, com eles, fabricaríamos nossos ninhos de Páscoa. E foi o que fizeram: 25 potes, trazidos até a data marcada. Mas e aí? Aí que a data foi se aproximando e eles ficaram apavorados porque os potes haviam "sumido"...                                              
         "-Bah, Sora! E agora? Não vai dar tempo de trazer mais potes de novo!"                                              "-Sora, será que foram os alunos da manhã que pegaram nossos potes? Eu me lembro bem como era o meu!"                                                                    
       Tempo passando, trabalhos sobre a Páscoa, decoração pasqualina pela Escola, propagandas de mercado, coelhinhos para todos os lados...  e os potes?! Nada! Eu, quieta, só observando a reação deles. Bem sabia que havia mais de uma semana, não ia dormir antes das 3 horas da manhã, recortando, pintando, colando, montando, produzindo...

       
       Tenho destas coisas... Vi, gostei, vou fazer! Depois, é que vejo o quão trabalhoso é a tal da coisarada toda! E quem disse que eu conseguia encontrar os 25 puxadores exatamente iguais para todo mundo?! Afff... Que novela!!! 
       Na quarta-feira, todos estavam silenciosos... até meio tristes... porque não tinham nem ouvido falar no fim que haviam dado nos tais potes...
       Aí, com auxílio de duas queridas amigas e do meu namorado (para quem Deus deu uma paciência de monge budista, pra minha sorte!), levei todos os potes, agora ninhos para serem utilizados como porta-trecos depois! 
         Em meio a aula de resolução de situações-problemas, saí dizendo que ia à biblioteca. Depois, que escondi todos os ninhos, voltei para a sala, fiz algumas combinações. O resultado da "empreitada, você pode conferir no vídeo em anexo, ou ainda, nas carinhas de cada um, na foto abaixo! 
       Como foi gostosa a sensação desta tarde! Só eu sei o quanto fiquei feliz com cada abraço e carinho que recebi de volta!! Oxalá, tenhamos mais oportunidades de dias assim! 
          Tiramos mmmmuittass fotos!!!
    






terça-feira, 21 de março de 2017

Enfim, ganhei minha turma!

(Alguns dos "meus", em nosso "bailinho de Carnaval")

     Aprendi com a minha mãe que, quando queremos alguma coisa de verdade, todos os anjos conspiram para que tudo aconteça! Pois esta, é a exata sensação que tive ao iniciar o ano letivo de 2017!
     Após trabalhar três anos nesta Escola, na condição de R2 (professora responsável pelas disciplinas de Artes, Religião, Cidadania, Música e Geografia de um sexto ano, diga-se de passagem!), finalmente, ganhei o MEU terceiro ano! Minhas 25 crianças!
       Não que eu não tenha gostado de minhas experiências anteriores e, modéstia a parte, sempre fui muito elogiada pelo capricho e dedicação que me proponho ao sugerir as atividades aos meus alunos. Entretanto, sabe quando você quer aquela "turma pra chamar de tua"? 
      Eles são muito queridos, mas conversam até pelos cotovelos! Vez por outra, nos estranhamos, é verdade! 
       Pouco a pouco, vou conhecendo suas histórias. Algumas são realmente tristes, o que faz daquela criança uma heroína aos meus olhos, pois sinceramente, não sei se estruturalmente, conseguiria ter passado por semelhante experiência e mesmo assim, ainda ter um sorrisão gratuito pra enfrentar estas agruras que o mundo anda oferecendo ultimamente!
    Alguns, mal reconhecem as letras, outros, formam frases ainda simplificadas e repetitivas, tem também os que dizem que a dezena são iguais às unidades estando a diferença apenas na escrita e não na quantidade. Outros, riem das minhas bobagens e chegam a esperar porque sabem que logo depois da briga, vou dizer uma besteira pra "aliviar o clima".
      E assim, seguimos nós... 
     Às vezes, aquela vozinha interna que todo o professor tem, vem e me diz: "-Ivonete, você vai dar conta de tamanha heterogeneidade?" 
     Se esta pergunta vem numa quarta-feira, dia que eles tem a hora da leitura e me contam fascinados sobre o que aprenderam, respondo: "- Ahhhh, capaz que não, Ivonete!! Olha pra eles! Estão no caminho e tu sabes bem por onde guiá-los! Teus dezesseis anos de magistério vão dar conta!"
     Agora, se me pega de sobressalto numa sexta-feira, o desânimo já se apressa na resposta: "- Se você tivesse suas turmas de R2 agora, era só ir pra casa, pensar em novas brincadeiras pra semana que vem! Mas não!! Agora, está aí você, sobrecarregada de cadernos pra corrigir, planejamentos para fazer no final de semana!"
      Mas, sabe... Daí, tu recebe uma cartinha daquele aluno (aquele mesmo com quem tu brigou a tarde toda pra caprichar no caderno), dizendo que tu é a mãe que ele queria ter conhecido... Bah, não tem como pensar nisso, não encher os olhos de lágrimas e pensar:
       "- Ivonete, eles são teus!"
   



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Máquina Sabe Tudo" / Desafio Geográfico: Relatório

Inicialmente, os alunos foram orientados de que deveriam criar uma máquina com materiais recicláveis, que serviria ao propósito de ser uma "Sabe Tudo", conforme pode-se observar na imagem ao lado.

Finalizada esta fase, os alunos do sétimo ano foram orientados de que deveriam criar situações matemáticas envolvendo questões de adições e subtrações, considerando nestes momentos, informações geográficas do gênero: densidades demográficas, extensões territoriais, populações relativas, extensões de rios, quantidades de municípios, etc.
Importante frisar que todas as questões deveriam levar em consideração a realidade brasileira sob os mais diferentes aspectos. Por este motivo, duas das aulas precisaram ser desenvolvidas nas salas de EVAM (Espaço Virtual de Aprendizagens em Mídias).
Nestas aulas, apesar de ter um bom conhecimento do Sistema Linux, alguns alunos optaram por realizar as atividades de forma manuscrita, transcrevendo suas produções em seus cadernos.
Cada aluno criou em média, 3 situações-problemas, com múltiplas escolhas, atentando para o fato de que apenas uma das alternativas ser apontada como a correta. Além disso, estávamos em um dia chuvoso e, talvez em função das condições atmosféricas, a velocidade de conexão da internet de nossa Escola deixou a desejar neste dia, em grande parte dos períodos que estávamos em aula. Isso também gerou reflexos na quantidade de questões que foram elaboradas.
Abaixo, seguem alguns exemplos de situações criadas pelos alunos:

Atualmente, o território brasileiro possui 5.570 municípios, ou seja, supera em 3.996 a quantidade constatada em 1.940, segundo o IBGE. Sendo assim, o total de municípios brasileiros na década de 1.940 era de:

               a) 1.574  (correta)          b) 1.889          c) 1.567           d) 1.620

Para ir de Porto Alegre até Gramado, Elisa precisa continuar seguidno pela BR 116, percorrendo mais 43 km a partir da cidade de Dois Irmãos para chegar ao seu destino final. Sabendo que o território dois-irmãosense se localiza a 60 km de POA, podemos estabelecer a ser percorrida por Elisa em:

               a) 110 km          b) 103 km (correta)          c) 190 km          d) 160 km

Um aspecto interessante a se ressaltar foi o coletivismo dos alunos ao produzirem suas questões, auxiliando-se mutuamente, ou ainda, intervindo criticamente nas produções. 
Nas próximas aulas que tivemos, desenvolvemos as atividades em sala, renomeando-a de "Desafio Geográfico", conforme sugestão dos próprios alunos. 
Conforme pode-se observar na imagem ao lado, as fichas foram colocadas na Máquina Sabe Tudo, sem que anteriormente, passassem por correções de minha parte, justamente porque entendo que esta parte avaliativa deveria ser conferida aos próprios alunos ao passo que a atividade fosse sendo desenvolvida.
Um outro aspecto a se ressaltar é que, por não possuírem impressoras em casa, alguns alunos optaram por transcrever suas questões em folhas de A4, obdecendo os tamanhos que havíamos combinado como "padrões" para nossas fichas : 10cm de comprimento X 7 cm de largura.
Por se tratarem de adolescentes e que seria constrangedor ficar com tinta no rosto, marcando que perderam a rodada, sugeri que substituíssemos a "prenda" por um "X" na mão e, que ao final, o prêmio "mão limpa", seria ganhar o conceito máximmo da disciplina em um último trabalho (em nosso caso, MS = Muito Satisfatório), nem necessitar realizá-lo.
Como este último trabalho incluía a elaboração de uma maquete, englobando pesquisa e apresentação, percebi que a competição tornou-se bastante acirrada entre as equipes, entituladas respectivamente, "A" e "B".
Como havia número ímpar de alunos na sala neste dia, um dos alunos, voluntariamente, ofereceu-se para ficar de fora da brincadeira. Como se tratava do monitor da turma, então lhe sugeri que fosse o responsável por mediar a competição, deixando claro que para tanto, também ganharia a abstenção da necessidade de realizar o trabalho, acumulando o conceito máximo no mesmo. 
Esclarecidas as regras, começou a competição, como podemos observar na imagem ao lado.
As primeiras questões, as primeiras participações foram meio confusas, porque alguns alunos pareceram não ter entendido as combinações, insistindo em soprar as respostas para os colegas, justamente porque foram eles quem haviam elaborado as questões.
Este momento necessitou que houvesse intervenção de minha parte, chamando a atenção para a obediência às regras que havíamos combinado inicialmente.
Outra questão que suscitou controvérsias foi a combinação de que a pessoa que batesse primeiro na mesa é que teria o direito de resposta, pois muitas vezes, isso ocorreu simultaneamente.
Desta forma, são dois aspectos que necessitam ser revistos para uma próxima oportunidade, de modo que fiquem visualmente mais perceptíveis nestas situações conflitivas.
Entretanto, um aspecto peculiar desta atividade foi a integração dos próprios alunos na resolução das atividades que eram propostas, fator que inclusive se fez presente nas considerações elaboradas ao final da atividade, por grande parte dos alunos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS



As palavras da aluna, ilustram a unanimidade por parte da turma em expressar seu contentamento com esta proposta de trabalho diferenciado, embora a escassez de tempo tenha nos obrigado a fazer uma única rodada da mesma. Isso é totalmente compreensível já que se trata de uma atividade com a qual, ainda estavam se ambientando.
Via de regra, outra questão que me chamou a atenção diz respeito às discussões com relação aos resultados que os colegas propunham para as atividades e aqueles originados dos cálculos dos demais.
Confrontadas e utilizando recursos como a calculadora de seus celulares, estas ocasiões repetiram-se algumas vezes, sendo que em nenhuma delas, houve intervenção da minha parte.
A regra final e coletivamente acordada, estabeleceu-se no fato de que, aquelas questões que gerassem polêmica demasiada, deveriam ser substituídas por outras, pois do contrário, não sobraria tempo para se chegar ao prêmio "mão limpa".
Faltando alguns minutos para finalizar a aula, enquanto reorganizavam mesas e cadeiras em seus lugares, foi possível perceber vários comentário entre os alunos, que dividiam-se em cumprimentar a colega Sara por ter ganhado o prêmio ou ainda, insistiam em reiterar dados das situações-problemas para repensar as respostas. Houveram ainda aqueles que vieram atpe mim, solicitar que além da Matemática, eu também agregasse disciplinas como Religião, Ciências, Inglês, Português, Música, desafiando-os a "encontrar a Geografia" nestas outras áreas do conhecimento.
Foi sem dúvidas, uma atividade muito enriquecedora, uma experiência muito produtiva para todos que se envolveram!

REFERÊNCIAS

COSTA. Carolina. Somar e subtrair: operações irmãs. Disponível em: http://acervo.novaescola.org.br/matematica/fundamentos/somar-subtrair-operacoes-irmas-500497.shtml, acessado em 27 de novembro de 2016.


SMOLE. Kátia Stocco; MUNIZ. Cristiano Alberto. A matemática em sala de aula: reflexões e propostas para os anos iniciais. Disponível em http://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1713676/course/section/1269614/bittar_freitas_pais_cap1.pdf, acessado em 27 de novembro de 2016.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

fazendo arte...



   

 DIAS DE ARTES... Alunos dos Segundos Anos, produzindo gatinhos com garrafas pet, jornais, cola e pintura... Ficaram muito bonitinhos!!                                          
                                          

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O menestrel - William Shakespeare

... eu não poderia ir dormir esta noite sem compartilhar a linda mensagem de Shakespeare com a qual nossa Supervisora iniciou as reflexões da reunião pedagógica de hoje... Chama-se "O Menestrel"...
   Então, curiosa que sou, fui pesquisar o significado do título deste o texto, pois gostei de sua sonoridade... Descobri que a  palavra menestrel designa um tipo de artista popular (também podia ser conhecido como joculador) que, ao contrário dos trovadores bem quistos pela nobreza medieval, vivia pelas ruas, utilizando-se da arte para "repassar"ao povo as composições realizadas por outrem, cujos temas pautavam-se em canções de amor ou de guerra.
   Agora, o que tenho a dizer sobre este primor, que de forma simplesmente simples, nos diz da importância do difícil perdão? Quantas vezes este perdão se traduz no presente maior que poderíamos ofertar a nós mesmos... Gosto de uma frase que diz que "posso ser a mudança que quero no mundo", penso que a força motriz do verbo mudar está intrinsecamente ligada ao verbo aprender.
    Caso tenha ficado curioso sobre este texto (o qual sugiro que deguste com alma e sem parcimônia), você pode acessá-lo por aqui, ó: http://meusfragmentos.spaceblog.com.br/643129/O-menestrel-William-Shakespeare/.
     Agora, caso queira apenas ouvir o texto, harmonizado à imagens e sons, você pode também assistir o vídeo que compartilho na sequência...
     Aí, eu desafio você: Quais dos aspectos das aprendizagens elencadas você considera que realmente já conseguiu incorporar no seu cotidiano vital? Vale a reflexão...



sábado, 16 de maio de 2015

"... Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío... creo que he visto una luz al otro lado del río..."



        Semana que se encerra, leva consigo algumas construções muito valiosas com meus alunos.
        Iniciei o conteúdo da parte sulista do continente americano, trabalhando  com um filme sugerido pelo próprio livro didático, chamado "Diário de Motocicleta", cujo enfoque baseia-se na narrativa de dois jovens que partem para uma aventura através dos países latino-americanos e acabam sendo transformados por aquilo que eles descobrem na estrada, deixando explícita a necessidade humana de auto-descobrir-se enquanto indivíduo, portador de livre arbítrio que norteia suas escolhas éticas e políticas, além de cultivar valores como amizade e da solidariedade. 
      Produzido em 2004, com recursos financeiros advindos da Argentina, Chile, Brasil, Reino Unido, Peru, EUA, Alemanha e França, tendo Walter Salles na direção, o filme me trouxe uma preocupação: apesar da indicação contemplar a faixa etária de meus alunos, em várias ocasiões, os diálogos contém palavras de baixo calão. 
     No entanto, ao externar meu ponto de vista, os próprios alunos me "acalmaram", afirmando que não é uma raridade que este tipo de linguagem seja utilizado nos filmes que costumam assistir. Particularmente, achei muito legal esta postura madura da parte deles. 
      Devo confessar que julguei um filme estruturalmente perfeito, pois os personagens, Che Guevara e seu fiel amigo, Granado, nos convidam de forma bastante sútil, a analisarmos as diferentes realidades sob as quais se constituiu historicamente a construção da América do Sul. Nas palavras do próprio Che Guevara (personagem, cuja biografia embasa o enredo do filme), podemos compreender a essência desta aventura: 

     "Não se trata de um relato de façanhas impressionantes, é uma parte de duas vidas registradas num momento em que cursaram juntas um determinado trecho, com identidades de aspirações e conjunções de sonhos. Nossa visão foi muito estreita? Muito parcial? Muito precipitada?  Nossas conclusões foram rígidas demais? 
Talvez…! Mas, este vagar sem rumo por nossa América 
maiúscula me mudou mais do que eu pensei.
 Eu já não sou eu, pelo menos não mais o mesmo, em meu interior." 

(Ernesto Guevara de La Serna)

         Caso a curiosidade tenha lhe tomado de repente, podes dar uma olhadinha no trailer do filme por aqui, ó:


       Outro detalhe que também me encanta é o fato de a trilha sonora conter uma música de Jorge Drexler, fechando com chave de ouro a sensibilidade com que a história vai acontecendo, apesar de todas as dificuldades geográficas e sociais encontradas pelos personagens ao longo dos acontecimentos. Em leituras que fiz posteriormente, descobri que a canção "Al otro lado del rio" ganhou o Oscar de melhor canção original em 2004, sendo ao primeira em língua espanhola e a segunda em língua estrangeira a ganhar este prêmio.  

        Abaixo, tu podes conferir um pouquinho do talento deste expoente cultural uruguaio e toda sua simplicidade cativante de quem traduz em sonoridade o que sente.  Sugiro que ouça com os olhos e escute com o coração...