Então, o desafio era criar uma proposta de Manifesto, a partir da leitura do Manifesto dos Pioneiros da Educação. Esta atividade poderia ser desenvolvida sob a forma de poema, discurso, desenho, vídeo, animação, teatro, bordado, enfim... de uma forma criativa.
Optei pela realização de forma individual e ao final de uma noite toda de trabalho, praticamente (iniciei esta atividade perto das 7 horas da noite e a finalizei as 4:32 h da madrugada!), fiquei super feliz com o resultado, conforme pode ser visualizado abaixo...
Hoje, realizei a atividade encaminhada pela Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia I que consistia no preenchimento de uma cruzadinha. Então, fiquei feliz porque consegui um bom resultado, utilizando-me para tanto apenas de minhas lembranças acerca das leituras que eu havia realizado.
Achei bem criativa e lúdica esta forma de atividade e acho que poderiam ser encaminhadas mais questões sob este formato.
Semestre passado, tínhamos uma Interdisciplina sobre Corporeidade...
Uma das minhas frustrações quanto ao transcorrer desta, se pauta justamente na falta de retorno por parte dos tutores, ou ainda, do professor que ministrava as aulas... Sei que devemos nos considerarmos meio "autodidatas" em um curso desta modalidade de ensino... que devemos romper com as velhas concepções de estarmos condicionadas à aprovação de um professor para prosseguirmos na construção de nossas certezas... mas, na minha concepção, esse processo deve andar par e passo à criação de ambientes dialógicos, de trocas de experiências, para não dar a impressão de que o conhecimento tem um caminho de via única e intransponível.
Pois bem... os dias se passam... vida que segue...
Chegamos ao Segundo Semestre desta caminhada...
E para meu descontentamento, vejo a mesma postura por parte da tutoria da Interdisciplina de Desenvolvimento da Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia, justamente aquela que ao meu ver, me parece uma das mais interessantes dentre as que estou cursando!
Externalizei meu descontentamento, múltiplas vezes... como o fiz com a disciplina de Corporeidade...
Nada, retorno algum! Minhas atividades continuam lá, religiosamente postadas até as datas limítrofes!
Para quê?! Para quem?!
Sinceramente, me sinto desestimulada a continuar!
Por que cismar na dedicação de tanto esmero?! Zelar pela qualidade das produções que faço?!
Sinceramente, conheço bem o meu potencial! Gostaria muitíssimo que as minhas tentativas de aprimorá-lo recebessem melhor atenção... E que isso não se traduza no pedido de confetes, nem fogos de artifícios, ou anunciações explícitas de êxito... e sim, um desabafo de alguém que não quer se sentir como aquela Colombina que se preparou para o Carnaval e ficou frustrada porque a festa não aconteceu!
Tenho um amigo que trabalha como instrutor de auto-escola.
Dia destes, durante uma conversa, lhe perguntei qual era o público mais difícil de trabalhar entre o universo de pessoas que costuma atender. Sem pestanejar, ele disse:
"- As professoras!" - Imaginando que estava brincando comigo, sorri pra ele, enquanto lhe ouvia explicar o por quê de seu posicionamento. Dizia que eram os únicos seres humanos que não admitiam que estavam erradas, julgavam-se tão cheias das didáticas que não permitiam-se aprender novas técnicas, corrigir seus erros, persistindo com a mesma forma errônea de dirigir...
Embora tenha entendido como uma observação simplista, pautada em exageros e em categorizações, não há como não lembrar deste meu amigo ao relembrar o que foi o transcorrer da atividade coletiva que fomos orientadas a fazer...
Não gosto de trabalhos coletivos. Então, não me surpreende que eu não tenha gostado desta atividade!
Admito que esta minha dificuldade beira o individualismo extremo, pois gosto das coisas do meu jeito, no meu ritmo, sem cobranças excessivas, delongas nos retornos ou ainda, que se paute no parafrasear de ideias, ou ainda, na utilização de dúzia e meia de palavras simplistas, respaldadas sob a égide "de figuras de linguagem"...
Para mim, a melhor parte foi que acabou!
Realizei as três participações como convinha, como "a regra" enunciava.
Agora, só me resta esperar pelas próximas atividades, para que os professores estejam atentos e sensíveis às individualidades que compõem o coletivo, pois vejo que o respeito às diferenças tem muito mais a agregar ao invés de serem consideradas apenas como ingredientes em misturas de "fazer de conta".
Conversando com a supervisora da Escola onde trabalho, contei-lhe que admiro o trabalho da Direção, porque consegue nos agregar, mas ainda assim, respeita o que cada um é, em seu universo particular! Certamente, esse diferencial faz toda a diferença para que eu queira ficar ali...
A elaboração da narrativa
de minhas aprendizagens aconteceu par e passo às ideias de apresentação.
Horas de dedicação, treinos e falas
cronometradas. Tudo estava certo! Não queria nada chato de ser visto, tampouco
pouco convidativo ou que deixasse de transparecer um pouco sobre mim... Então,
decidi-me pelas corujas. Elas seriam as porta-vozes das minhas mensagens,
ilustrariam meus dizeres, os quais, eu tinha certeza de que "daria
conta". Tudo pronto! Bastava apenas os últimos
ajustes, uma capa e chegar ao Campus da UFRGS. Falo com os alunos todos os
dias, logo, tiraria tudo isso de letra! Resolvi ir sozinha, pois a companhia de
estranhos no ônibus, não prejudicaria minha concentração, eu poderia
aproveitar o tempo de deslocamento para últimas ou quem sabe, novas
leituras. Então, ao deparar-me com as demais gurias,
com a organização "regimental" e cronológica das apresentações, fui
dando-me por conta de que minha segurança era mais tênue que eu supunha! As apresentações iniciaram, as gurias iam
aos poucos, fazendo o seu melhor. Pernas tremendo, coração disparado, pele
ruborizada... chegou minha vez: -"Ok, Ivonete! Vai lá! Conta
tudo direitinho, do jeito que tu ensaiou! Tu sabe!"... era o coitadinho do
meu ego, tentando me trazer à lucidez, num duelo ímpar com o meu nervosismo! Apresentação acontecendo, dez minutos que se
tornaram segundos... As corujas iam fazendo sua parte no power point, enquanto
eu tentava orquestrar o receio da repetição ou do esquecimento. Por fim, das conclusões que faço é que,
graças a esta parte do processo avaliativo, descobri que não tenho nenhuma
doença cardíaca e que, nestas situações, os minutos representam uma linha muito
tênue entre o sucesso e o fracasso. Finalizada a apresentação, senti-me muito
frustrada, incomodada... e por que? Porque fiquei com a sensação de incapacidade,
de estar aquém de todas as qualidades que eu julgava ter... Embora as palavras
de incentivo e parabenizações tenham se multiplicado ao final, acredito que sou
a pessoa mais auto-crítica que conheço! Queria muitíssimo não o ser, mas é um item de
série que me acompanha a longa data. Justo a mim, competiu ser eu mesma, com todos
os ônus e bônus que isso possa acarretar. Haverão próximas oportunidades, sei
delas. Então, tentarei novamente dar o meu melhor...
sei que tenho competência pra isso! Só espero que as forças maiores olhem por mim
e transformem tudo em experiências positivas, acima de tudo.
Na oportunidade em
que pudemos revisitar nossas produções, seja através de escritas ou de imagens,
fomos percebendo que os assuntos e abordagens, iam se congregando na construção
de pensamentos únicos.
Ao passo que ia discorrendo sobre minhas
experiências, algumas lembranças vinham à tona.
Aos poucos, fui me dando por conta da
extensão deste processo, que tantas vezes beirou a exaustão.
Este "olhar para trás" se traduziu
em orgulho, pois ao longe, as pegadas ainda estavam presentes, algumas
relutantes, mas ainda ali, dando provas de que todo meu esforço, havia sido
válido.
De todas as interdisciplinas que elenquei em
meu relato, percebi que a de Corporeidade foi a que tive uma maior facilidade
em descrever, talvez por ser uma das que mais me chamaram a atenção.
Falando sobre isso, me veio a mente frase de Isaac Newton,
a qual penso que poderia ser facilmente compreendida se traduzida da seguinte
forma:
"Meu lecionar baseia-se num método
próprio em meio à vastidão de metodologias que podem ser angariadas. Mas, de
nada adianta a contemplação a esmo e imparcial, se não me sobrepor a
curiosidade por conhecê-la a fundo".
Quando deparei com a ideia de me preparar para uma apresentação do workshop, fiquei muito apreensiva, por inúmeros motivos, mas penso que o mais preponderante de todos foi a minha total inexperiência no assunto.
Como
todo começo pressupõe uma breve projeção, ainda que a grosso modo, o momento
inicial foi-se desenhando aos poucos, onde procurei manter a lógica temporal e
argumentativa, embasando-me teoricamente nas leituras que realizamos no
transcorrer do semestre.
Todavia,
meu trabalho inicial soou-me chato, de leitura pouco atrativa, enfadonha. Então, resolvi arejar os pensamentos, cantar umas
músicas bacanas, e depois, num segundo momento, lançar-me numa próxima
tentativa de êxito...
Desta segunda vez, houve progresso, fluidez, e sobretudo, a sensação derivada
do cumprimento de uma tarefa.
Ao
meu ver, a parte escrita tinha ficado boa, pois mesclava minhas opiniões
pessoais aos conhecimentos trazidos no transcorrer letivo.
Contudo,
quis segundas opiniões, e claro, as colhi das pessoas que julguei que não me
fariam falsos elogios, tampouco, comentários vagos.
Correções
feitas, leituras, releituras, aflição pelos resultados... e voalá!
O
"bichinho" tinha ficado pronto... agora, era só esperar pelos
resultados!
Então, eu sabia tudo o que era pra falar... havia pensado em expressões, feito planejamentos, ensaios. A apresentação estava toda ok, era só iniciar.
Tudo no script, menos o nervosismo!
Chegada a hora e feito o sorteio, fui um dos últimos nomes que faria apresentação. Inicialmente, pensei: "-Ok, tudo bem! Assim, vou vendo a fala das outras gurias, aprimorando as minhas."
Nada! Foi pior, porque ao passo que eu as ouvia, ia batendo insegurança... "-Poxa, eu não fiz isso!", "Bah, esqueci deste autor.", "Nossa, a organização que fiz esta bem diferente das outras!"
Bom, daí pra frente, nem preciso relatar a frustração que senti após a minha apresentação, aquela mesma que inicialmente, eu tinha pensado que seria bem legal!
... eu não poderia ir dormir esta noite sem compartilhar a linda mensagem de Shakespeare com a qual nossa Supervisora iniciou as reflexões da reunião pedagógica de hoje... Chama-se "O Menestrel"...
Então, curiosa que sou, fui pesquisar o significado do título deste o texto, pois gostei de sua sonoridade... Descobri que a palavra menestrel designa um tipo de artista popular (também podia ser conhecido como joculador) que, ao contrário dos trovadores bem quistos pela nobreza medieval, vivia pelas ruas, utilizando-se da arte para "repassar"ao povo as composições realizadas por outrem, cujos temas pautavam-se em canções de amor ou de guerra.
Agora, o que tenho a dizer sobre este primor, que de forma simplesmente simples, nos diz da importância do difícil perdão? Quantas vezes este perdão se traduz no presente maior que poderíamos ofertar a nós mesmos... Gosto de uma frase que diz que "posso ser a mudança que quero no mundo", penso que a força motriz do verbo mudar está intrinsecamente ligada ao verbo aprender.
Agora, caso queira apenas ouvir o texto, harmonizado à imagens e sons, você pode também assistir o vídeo que compartilho na sequência...
Aí, eu desafio você: Quais dos aspectos das aprendizagens elencadas você considera que realmente já conseguiu incorporar no seu cotidiano vital? Vale a reflexão...
Comece de mansinho e bem.. me traga as palavras com o sorriso que quero da pessoa que espero, mas de mansinho e com calma de quem demora partir... Adocica teu compasso nestas noites outonais de abraços quentinhos e faz os dias das horas infindas passarem tão rapidamente que pareçam indolor... Que apenas as lembranças boas circundem meu lembrar e que meu esquecer dê conta de tudo o que bem não me faz... me faça surda às palavras vãs, incrédula aos elogios insípidos e cega à maldade que a mim chegarem... me empresta teus olhos de paz, teus gestos de amor, que quero findar-te bem e beirando a certeza de que minha evolução mescla-se a um existir pleno!...
Semana que se encerra, leva consigo algumas construções muito valiosas com meus alunos.
Iniciei o conteúdo da parte sulista do continente americano, trabalhando com um filme sugerido pelo próprio livro didático, chamado "Diário de Motocicleta", cujo enfoque baseia-se na narrativa de dois jovens que partem para uma aventura através dos países latino-americanos e acabam sendo transformados por aquilo que eles descobrem na estrada, deixando explícita a necessidade humana de auto-descobrir-se enquanto indivíduo, portador de livre arbítrio que norteia suas escolhas éticas e políticas, além de cultivar valores como amizade e da solidariedade.
Produzido em 2004, com recursos financeiros advindos da Argentina, Chile, Brasil, Reino Unido, Peru, EUA, Alemanha e França, tendo Walter Salles na direção, o filme me trouxe uma preocupação: apesar da indicação contemplar a faixa etária de meus alunos, em várias ocasiões, os diálogos contém palavras de baixo calão.
No entanto, ao externar meu ponto de vista, os próprios alunos me "acalmaram", afirmando que não é uma raridade que este tipo de linguagem seja utilizado nos filmes que costumam assistir. Particularmente, achei muito legal esta postura madura da parte deles.
Devo confessar que julguei um filme estruturalmente perfeito, pois os personagens, Che Guevara e seu fiel amigo, Granado, nos convidam de forma bastante sútil, a analisarmos as diferentes realidades sob as quais se constituiu historicamente a construção da América do Sul. Nas palavras do próprio Che Guevara (personagem, cuja biografia embasa o enredo do filme), podemos compreender a essência desta aventura:
"Não se trata de um relato de façanhas impressionantes, é uma parte de duas vidas registradas num momento em que cursaram juntas um determinado trecho, com identidades de aspirações e conjunções de sonhos. Nossa visão foi muito estreita? Muito parcial? Muito precipitada? Nossas conclusões foram rígidas demais?
Talvez…! Mas, este vagar sem rumo por nossa América
maiúscula me mudou mais do que eu pensei.
Eu já não sou eu, pelo menos não mais o mesmo, em meu interior."
(Ernesto Guevara de La Serna)
Caso a curiosidade tenha lhe tomado de repente, podes dar uma olhadinha no trailer do filme por aqui, ó:
Outro detalhe que também me encanta é o fato de a trilha sonora conter uma música de Jorge Drexler, fechando com chave de ouro a sensibilidade com que a história vai acontecendo, apesar de todas as dificuldades geográficas e sociais encontradas pelos personagens ao longo dos acontecimentos. Em leituras que fiz posteriormente, descobri que a canção "Al otro lado del rio" ganhou o Oscar de melhor canção original em 2004, sendo ao primeira em língua espanhola e a segunda em língua estrangeira a ganhar este prêmio.
Abaixo, tu podes conferir um pouquinho do talento deste expoente cultural uruguaio e toda sua simplicidade cativante de quem traduz em sonoridade o que sente. Sugiro que ouça com os olhos e escute com o coração...
"Professores municipais realizam uma manifestação na
manhã desta quarta-feira (13), em São Leopoldo, no Vale do
Sinos, Rio Grande do Sul. Por volta das 11h, um grupo ocupou um dos andares do
prédio da prefeitura, com bandeiras e cartazes. Ainda não há o número oficial
de escolas afetadas pela paralisação.
Os
professores pedem 13% de aumento salarial, R$ 5 de acréscimo no vale
alimentação, e querem que a prefeitura pague pelo menos metado do plano de
saúde oferecido aos servidores. Na terça-feira (12), o município lançou um
pacote com 20 medidas para enfrentar a crise financeira. Entre elas, está a
redução de secretarias, de cargos de confiança e de estagiários.
"Este
pacote foi pensado de forma a preservar o servidor público. Não estamos
retirando nenhum benefício do funcionalismo. Queremos, sim, com estas ações
buscar o equilíbrio financeiro para que possamos, gradualmente, ir colocando o
calendário de pagamento de salários em dia", declarou o prefeito Anibal
Moacir da Silva.
Segundo
a prefeitura, em 2015, 75% do valor arrecadado pela prefeitura será para o
pagamento de despesas com pessoal."
... a turbulência preocupante desta notícia tem me inquietado nestes últimos dias... espero que o Senhor das Esferas conceda discernimento e tolerância a todos e que no final, as notícias sejam boas para todos os envolvidos...
... porque um "Dia das Mães" tão comercial tem o significado esvaído ao passo que a carteira esvazia-se...
Mesmo sendo uma data que é sinônimo de afeto, carinho e consideração pelas genitoras, o segundo domingo do mês de maio é tratado como um dia festivo, cuja real importância vê-se condicionada à compra de presentes, longe dos ideais postulados pela norte americana Anna Jarvis ao propor a criação de uma data que comemorasse a figura materna.
Ao utilizar a charge para ilustrar minhas ponderações, minha memória remeteu ao exemplo de minha mãe, uma abnegada dona de casa, sempre zelosa pela educação dos filhos... Quantas vezes suas renúncias silenciosas se fizeram presente em nossa criação? Quantas vezes ela foi a "mãe da Ivonete" ao invés de ser apenas "Antonia da Silva Rodrigues"?
Definitivamente, a opção pela maternidade merece todo o meu respeito.
Parabéns a todas as mulheres que optaram por ser MÃES!
... então pessoal... O dia de hoje me rendeu gratas surpresas. pois a Supervisora de minha Escola pediu para conhecer o vídeo que produzimos para o PEAD. Mostrei a ela e estou me sentindo orgulhosa pelos elogios que recebi, principalmente porque ela solicitou que eu conte esta minha experiência em uma reunião pedagógica, oportunizando aos meus colegas a visualização dos resultados. Depois, quando estava trabalhando com os alunos de um nono ano, foram feitas apresentações dos vídeos criados pela turma, tendo como conteúdo base o capitalismo, o obsolescência programa e a situação econômica atual em escala mundial. Fiquei mega surpresa com os resultados! Assim que possível, compartilharei com vocês algumas destas criações, ok? Por hora, agradeço!
... dizem que o dia do desafio acontece em maio, mais precisamente no dia 26 em escala mundial.. para mim, o desafio maior começa hoje, no primeiro Seminário Integrador para composição de nosso blog pessoal...bem, vamos a luta então!