terça-feira, 16 de maio de 2017

Um texto longo sobre Ansiedade...aliás, a síntese de nosso trabalho sobre ela...

INTRODUÇÃO

Logo em nossos primeiros diálogos, acordamos que o sentimento de ansiedade pode ser considerado como o mal do século, sobretudo, pelas manifestações cotidianas que temos percebido ao nosso redor, ou ainda, viabilizado pelas intervenções midiáticas que mediam a fluidez informacional, praticamente em tempo real, em nossa contemporaneidade.
 Em linhas gerais, a ansiedade pode ser definida como o sentimento de aflição, ânsia, nervosismo ou impaciência de quem espera. Também pode ser apontada como uma característica natural do ser humano que antecede momentos de perigo real ou imaginário, no qual evoca sensações como batimento cardíaco acelerado, suor excessivo, dor no estômago, irritabilidade, entre outros. Esses sintomas podem comprometer seriamente o cotidiano de quem sofre com o transtorno, podendo inclusive predispor outras doenças, como por exemplo, a síndrome do pânico.
Estes breves parágrafos exemplificam a amplitude de abordagens que podem emergir das discussões acerca da ansiedade. Desta forma, ao passo que realizamos nossas primeiras leituras, julgamos importante estabelecermos coletivamente nossas certezas e dúvidas, pois a partir das mesmas, conseguiríamos estabelecer os parâmetros norteadores de nossa pesquisa, ainda que seja imprescindível pensá-las sob circunstâncias temporárias e, portanto, passíveis de modificação.
Desta forma, nossas concepções iniciais nos fazem acreditar que estamos certas ao afirmarmos que:
·    A ansiedade parece estar mais presente nos dias atuais que em tempos passados.
·  A sociedade compreende que, por estar na fase adulta (compreendida após os 18 anos de idade), o ser humano já é plenamente capaz de lidar com os seus sentimentos, incluindo-se aqui, a ansiedade.
·  Grande parte do sentimento de ansiedade que sentimos na vida adulta, deriva de questões mal resolvidas ainda na infância (repressões, expectativas, frustrações, falta de limites, etc).
    Entretanto, se somos conduzidas pela lógica para assimilarmos tais certezas, muitas são as dúvidas que pairam no ar em se tratando deste tema complexo, sobressaindo-se: 
·  Quais são as principais características da ansiedade? Existem aspectos positivos em sua composição?
·   Quais são os motivos mais comuns que desencadeiam situações envolvendo quadros de ansiedade? 
·   Como os novos papeis assumidos pelas pessoas na contemporaneidade têm influenciado para o aumento dos casos de ansiedade entre elas? 


1.        “SER ANSIOSO” E “ESTAR ANSIOSO” PODEM SER EXPRESSÕES SINÔNIMAS?



Em se tratando de ansiedade, a velha dialética ser x estar se encaixa com exímia exatidão, pois como afirma SILVA (2011), “ser ansioso é possuir sensação de tensão, apreensão e inquietação, o que causa o domínio de todos os demais aspectos da personalidade da pessoa. Por outro lado, estar ansioso, é tudo isso acompanhado por manifestações orgânicas tais como palpitações (taquicardia), suor intenso (sudorese), tonturas, náuses, dificuldade respiratória, extremidades frias, etc.”
Sendo assim, estar ansioso caracteriza-se por um estado emocional passageiro e oscilante, que varia em intensidade ao longo do tempo ao passo que a pessoa percebe-se ameaçada. Trata-se de uma reação  subjetiva.
Portanto, não pode ser confundida com a ansiedade enquanto traço de personalidade, já que esta última remete às diferenças individuais relativamente estáveis.
Podemos dizer que um indivíduo ansioso tem tendências à reações mais frequentes e intensas ao perceber situações potencialmente estressantes como perigosas ou ameaçadoras.
Em outras palavras, um mesmo fato que é entendido pela maioria das pessoas como neutro, passa a ser considerado ansiogético por um indivíduo com traços de ansiedade, pois o processamento da informação (idiossincrasias) são mais vulneráveis à enviesamentos de interpretação dos estímulos, portanto, passando a ser avaliados como ameaçadores ou potencialmente perigosos.

2.  OS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

A ansiedade é um sentimento comum a todos os seres humanos, afinal, quem de nós não se sente ansioso no dia do casamento, ou ao andarmos em uma montanha russa?, ou ainda, quando precisamos passar por uma  entrevista de emprego ou, quando temos nossos famosos workshops avaliativos? Nestes níveis, a ansiedade atinge níveis normais, criando uma apreensão que exige a rápida tomada de decisões e portanto, pode servir como importante elixir no auxílio do rendimento individual.
Sigmund Freud, ao final do século XIX foi o primeiro a falar em ansiedade da maneira como a conhecemos nos dias atuais, mas, conforme aponta Hueck (2008):

“O significado mais aceito hoje em dia vem do psiquiatra australiano Aubrey Lewis que, em 1967, descreveu o termo como “um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo”. De uma forma geral, a ansiedade é um sentimento incômodo e projetado para o futuro. A pessoa ansiosa vive num estado de alerta constante por causa de uma situação que pode acontecer – e causar sofrimento. É o caso do homem que quer puxar assunto com uma mulher bonita, mas tem medo de ser rejeitado. A crise interna que ele sente nesse momento, em que não sabe se deve ir ou ficar na vontade, é a ansiedade.”

Todavia, para se identificar a ansiedade em seus níveis normais, daqueles considerados patológicos, deve-se considerar até que ponto ocorre a desproporcionalidade entre estímulo e reação, sendo que a longo ou médio prazo, estes tendem a interferir na qualidade de vida da pessoa, causando-lhe desconforto emocional ou traduzindo-se em baixas significativas de seu desempenho diário.
Há que se dizer que a própria ansiedade pode ser, por si só, frequente nas manifestações de outros transtornos psiquiátricos, coexistindo com outros diagnósticos identificados por especialistas da área da medicina. Nestes casos, conforme comprovam os estudos realizados por CASTILLO, RECONDO et all (2000):
  “As intervenções farmacológicas são necessárias quando os sintomas são graves e incapacitantes, embora estudos controlados documentando seu uso sejam limitados. O uso de antidepressivos tricíclicos (imipramina) mostrou resultados controversos. Os benzodiazepínicos, apesar de poucos estudos controlados que avaliem a sua eficácia, são utilizados para ansiedade antecipatória e para alívio dos sintomas durante o período de latência dos antidepressivos. Os inibidores seletivos da recaptura de serotonina podem ser efetivos para o alívio dos sintomas de ansiedade, sendo considerados medicação de primeira escolha devido ao seu perfil de efeitos colaterais, sua maior segurança, fácil administração e quando há comorbidade com transtorno de humor.”

A primeira vista, parece-nos passível afirmar sem incorrer em exageros que os medos e preocupações infantis, quando não são bem resolvidos em nossa infância, podem vir a constituir trantornos bastante frequentes, causando sofrimento e disfunções psiquiátricas durante nossa  adultez.
Ao escrever um artigo falando sobre os transtornos de ansiedade, o neurologista  Leandro Teles  afirma ser possível, ainda que em linhas breves, identificarmos sete formas de manifestação de patologias desta natureza, a saber:     
1. TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) - É a forma mais comum de ansiedade patológica. Nela a pessoa sente-se grande parte do tempo ansiosa. Com uma pressão antecipatória, uma tensão excessiva e desproporcional aos eventos do dia a dia. Pode haver sensação de respiração curta, tremores, taquicardias, insônia (dificuldade de desligar), irritabilidade, baixa tolerância, sensação de estar “a flor da pele”, etc. São sintomas que podem oscilar em intensidade durante o dia, mas são praticamente constantes em boa parte dos dias.
2. Síndrome do Pânico - Trata-se do aparecimento de crises intensas e repentinas de ansiedade. É uma forma dramática, intensa e incapacitante de ansiedade. Pode ocorrer em situações específicas ou surgir “do nada”. A duração dos episódios gira em torno de 10 a 20 minutos, mas podem surgir crises mais prolongadas. O paciente é tomado por sintomas físicos e psíquicos avassaladores, bem como sintomas psíquicos: sensação de morte iminente, medo extremo, desespero e angústia; físicos: Dor no peito, falta de ar, formigamento em extremidades, tremores, sudorese fria, taquicardia, etc., são sintomas comuns. É muito frequente as crises de pânico serem confundidas com infarto ou arritmias em um primeiro momento.
3. Agorafobia - É uma complicação muito comum do pânico e das fobias. O paciente que experimentou uma crise forte de ansiedade, passa a temer ter novas crises. Esse medo de passar mal leva a mais tensão antecipatória e faz com que o paciente evite lugares aonde pode ter dificuldade em pedir ajuda ou escapar caso tenha crise de ansiedade. A agorafobia é a base da restrição social e o isolamento progressivo visto em pacientes com pânico.
4. Estresse Pós-Traumático - É quando os sintomas de Ansiedade (seja na forma contínua, seja na forma intermitente) ocorrem após um trauma psíquico intenso (sequestro, violência, ameaça, acidente, etc.). São comum os  flashbacks e pesadelos relacionados ao evento em questão.
5. TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) - Ocorre quando pensamentos obsessivos trazem  uma ansiedade que só é aliviada por comportamentos compulsivos (repetitivos e desmotivados). São exemplos: lavar as mão repetidamente, TOC de simetria, limpeza, compulsão alimentar, compulsão por jogos, compras, etc. Para ilustrar estas afirmações, sugerimos que seja assistida uma breve animação, entitulada TOC, ou ainda, o filme “Melhor é impossível”, pois ambas as produções nos convidam à reflexão.
6. Fobias Específicas - Ocorre quando a pessoa manifesta tensão e ansiedade intensas diante de determinada situação ou objeto. Por exemplo: baratas, elevador, altura, lugares fechados, etc.
7. Ansiedade Orgânica -  Abstinência a medicamentos, uso de drogas, hipertireoidismo, etc.
Se por um lado, os transtornos de ansiedade dão a impressão  de que seus efeitos só podem ser reduzidos, ou mesmo, extintos, a partir da manipulação de produtos farmacológicos, existem estudos que comprovam que os exercícios físicos podem promover melhorias na aptidão física destas pessoas, desde que sejam monitorados em sua intensidade e adequados às condições individuais de cada caso em particular.  


3. ANSIEDADE x CONTROLE PESSOAL

A impossibilidade humana em ressignificar determinadas situações é um dos geradores que potencializam quadros de ansiedade. No entanto, estar ansioso não é algo incomum, apesar de precisarmos estar atentos para identificar e diagnosticar quando este estado deixa de ser fisiológico para tornar-se  um transtorno psiquiátrico.
O estado de ansiedade em demasia, gera sintomas psicosomáticos que comprometem significativamente a convívio social do indivíduo e suas funções ocupacionais, acentuando a sensação de sofrimento.
Mas, como podemos identificar quando uma pessoa está ansiosa? Para facilitar a compreensão acerca dos sintomas físicos e fisiológicos da ansiedade, sugerimos a observação do seguinte quadro comparativo:

Sintomas Físicos
Sintomas Psicológicos
Enjoo e vômitos
Agitação e balanço das pernas e dos braços
Tontura ou sensação de desmaio
Nervosismo
Falta de ar ou respiração ofegante
Dificuldade de concentração
Dor ou aperto no peito e palpitações no coração
Preocupação
Dor de barriga, podendo ter diarreia
Medo constante
Roer as unhas, sentir tremores e falar muito rápido
Sensação de que algo ruím vai acontecer

Tensão muscular, causando dores nas costas
Descontrole sobre os próprios pensamentos
Irritabilidade e dificuldade para dormir
Preocupação exagerada em relação à realidade

Analisando as afirmações realizadas anteriormente, temos a impressão de que o sentimento de ansiedade depende em grande parte de mudanças comportamentais por parte do indivíduo.
Todavia, nos dias de hoje, onde a sociedade nos cobra um nível altíssimo de simultaneidade e versatilidade, nas multi-tarefas que executamos, seja como profissionais, pais, cidadãos, estudantes, etc, num mundo que aumenta os níveis de violência e decai em qualidade de vida, como fica nosso enfrentamento diante de todos esses fatos?  Poderíamos dizer que a ansiedade é tão somente fruto de nosso modus operandi nestes tempos em que vivemos?

4.  ANSIEDADE E ADULTEZ

Na sociedade moderna, a introdução de novas tecnologias que facilitam o acesso às informações, têm influenciado no ritmo de trabalho, fazendo com que as pessoas modifiquem seu estilo de vida para se adaptarem a estes novos contextos sociais.


“Hoje em dia, ficamos sabendo de todos os desastres naturais, todos os ataques terroristas e todos os acidentes de avião que acontecem ao redor do mundo, e nos sentimos vulneráveis. E, muito mais do que isso, nos sentimos incapazes se não sabemos palpitar sobre a música da moda, a eleição americana ou o acelerador de partículas na Suíça. Já que a informação está disponível, por que não sabemos de tudo um pouco? Essa avalanche de informação também causa outro tipo de neurose” (Hueck, 2008)

Percebemos que, pessoas com traços de personalidade mais instrospectivos, com dificuldades de engajamento social ou de comunicação, ou ainda, reticentes quanto à admissão de riscos, representam maior potencial para sofrer as influências destes fenômenos em sua vida cotidiana.
Como afirmamos anteriormente, medos e preocupações infantis, quando não são bem resolvidos, podem vir a constituir transtornos, sofrimentos, ou ainda, disfunções psiquiátricas no indivíduo já em sua fase adulta.
Acrescentemos a isso, a ideia banalizada e desconfortável de que a ansiedade pode aparecer ligada à caracterização de “pessoas loucas”, potencialmente suscetíveis aos comentários depreciativos por parte de familiares ou amigos. Popularmente, a adultez traz incrustada a ideia de que o indivíduo encontra-se no ápice de sua estabilidade física e emocional.
Desta forma, há a tendência a negação do sentimento de ansiedade, renegam-se seus sintomas, ainda que estes venham a constituir um círculo vicioso.
O primeiro passo para o enfrentamento das crises de ansiedade perpassa pela superação destes paradigmas, pois demanda daí a eficácia das técnicas de tratamento ou ainda, de familiarização com este problema, visto que pode gerar desconfortos em maior ou menor intensidade.
Nos últimos anos, os progressos nos tratamentos dos transtornos de ansiedade contam com um imenso leque de alternativas e possibilidades terapêuticas, as quais podem gerar significativas melhorias na qualidade de vida das pessoas.


5.  CONVIVENDO COM A ANSIEDADE



Há que se dizer que, os tempos modernos estigmatizaram a ansiedade como a vilã que serve apenas para atrapalhar nossas relações pessoais, nossa competência no trabalho e todos os tipos de situações delicadas que precisamos lidar em nosso dia a dia, esquecendo-se completamente que ela faz parte de nosso sistema de defesa e está projetada em quase todos os animais vertebrados.
Boa parte da ansiedade que sentimos, vem dos nossos pensamentos e a linha que separa a ansiedade normal da exagerada é muito tênue, variando de pessoa para pessoa. Tem quem lide muito bem com uma rotina agitada, enquanto  outros não podem nem pensar em ter preocupações ou responsabilidades excessivas, ocasionando em algum grau sintomas de ansiedade.
Para identificarmos nossas verdadeiras fontes de estresse, precisamos atentar para nossos hábitos, atitudes e desculpas, pois muitas vezes, ignoramos sentimentos, pensamentos e comportamentos que são indutores de estresse.
Infelizmente, não existe uma forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é muito parecido com o do pensamento positivo, conforme apontam as palavras do Clínico Geral ArthurFrazão:
“Há sete formas pelas quais as pessoas podem tentar controlar sua ansiedade, seu nervosismo, a saber:
1.         Mudar a atitude em relação ao problemas, tentando informa-se sobre os motivos que estão causando a ansiedade.
2.         Respeitar as limitações individuais e não hesitar em solicitar auxílio sempre que preciso.
3.         Respirar fundo, calmamente. Se necessário, fechar os olhos, imaginar-se em um lugar calmo, como por exemplo, uma praia onde as ondas do mar, vão tornando-se cada vez mais calmas.
4.         Ater-se a pensamentos positivos, evitando situações que remetam a pensamentos negativos, ou ainda, autodestrutivos.
5.         Valorizar e viver o momento presente. Se a ansiedade for causada por situações passadas, é importante dar-se por conta de que nada mais pode ser feito para modificá-las, assim como o futuro, que ainda é uma incógnita.
6.         Depois de identificada as causas de sua ansiedade ou de sua tristeza, é importante que a pessoa procure manter-se longe.
7.         Ocupar a mente com objetivos, que preferencialmente, estejam ligadas a alguma atividade física, pode ser potencialmente benéfico para evitar situações que causam ansiedade.”

Pensar que as coisas darão certo, diminui o pensamento catastrófico e, por consequência, as crises de ansiedade.
Cercar-se de pessoas positivas no ambiente de trabalho e em nossa vida pessoal, buscar ajuda quando estamos fragilizados são maneiras de retornarmos mais rapidamente ao nosso estado de equilíbrio. Exercícios respiratórios prestam importantes contribuições nestes casos.
Além disso, os profissionais da área da saúde também devem ser procurados para que as orientações estejam adequadas para cada caso específico, dada as particularidades de cada transtorno e/ou sintomas  de ansiedade.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Vivemos em uma sociedade em que as pessoas ainda se sentem receosas em dizerem-se portadoras de doenças/transtornos mentais, justamente por temerem às reações de terceiros.
Como os problemas psicológicos não encontram-se no mesmo patamar das doenças físicas, ainda figuram entre as fraquezas, aquelas mesmas que classificam  como fingimento, os descontroles emocionais, reduzindo-as a malcriações que não foram corrigidas em tempo durante a infância.
Entretanto, todos os tipos de ansiedade podem ser tratados, seja com remédios ou terapias e, por mais que, à primeira vista, deixem-nos a impressão de que apenas atrapalham nosso trabalho, namoro e as coisas boas da vida, acabando com a nossa paciência, é possível conviver pacificamente com a ansiedade e isso, pode fazer toda a diferença quando nos damos  conta de que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo inteiro.
Os fatores que mais causam preocupação atualmente são coisas muito menos tangíveis, como satisfação no emprego, realização amorosa, visual perfeito. Vivemos à ideologia da escolha, somos donos da nossa própria vida e só dependemos de nós mesmos para encontrar a felicidade.
Essa idéia de liberdade é atual, e causa muita ansiedade, o que fica ainda mais potencializado quando analisamos a velocidade com que a informação viaja o mundo, pois, por se tratar de algo muito recente, ainda não sabemos lidar com tudo isso, tampouco, compreendemos inteiramente  o processo de filtragem que esta realidade demanda.


REFERÊNCIAS

CASTILLO. Ana Regina GL; RECONDO. Rogéria; et all.; Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria, vol.22, São Paulo, dez., 2000. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000600006&script=sci_arttext, acessado em 17 de abril de 2017.


FRAZÃO, Arthur. Sete dicas para controlar a ansiedade. Disponível em https://www.tuasaude.com/7-dicas-para-controlar-a-ansiedade/, acessado em 03 de maio de 2017. 

FREEMAN. Daniel ; FREEMAN. Jason. Ansiedade afeta mais mulheres quehomens, diz psicólogo. Livraria da Folha, 14 de novembro de 2014, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/11/1549223-ansiedade-afeta-mais-mulheres-do-que-homens-diz-psicologo.shtml, acessado em 17 de abril de 2017.


HUECK, Karen. Sobre a ansiedade Disponível em http://super.abril.com.br/saude/sobre-a-ansiedade/, acessado em 04 de maio de 2017.



TARANTINO. Mônica; PEREIRA, Cilene. O alívio da ansiedade. Revista Isto é, Edição 2470, de 13 de abril de 2017. Disponível em http://istoe.com.br/203946_O+ALIVIO+DA+ANSIEDADE/, acessado em 17 de abril de 2017.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Um texto para para MINHA MÃE, Antonia...



Olhando algumas propagandas que homenageiam a estas mulheres especiais todos os segundos domingos de maio de todos os anos, lembrei de você, minha MÃE, de sua forma peculiar de mostrar que a honestidade é a forma mais sublime de expressar bondade, principalmente, para com a gente mesmo!
Têm coisas que demoramos para aprender, outras tantas, só a idade é capaz de nos fazer enxergar.
Hoje, finalmente percebo que minhas vitórias estão recheadas de suas orações e que sua mão continua acalentando cada passo do meu caminhar. 
 Não há um dia em que não nos encontremos porque todas as vezes que me olho no espelho, meu rosto se desenha, cada dia mais parecido com o seu. Então, me sinto forte, porque sou filha da Antonia, guerreira, transparente, digna, honesta, mulher de fé inabalável!
Hoje, tenho a idade que tinhas quando eu vim ao mundo... claro, já não é mais a decada de 80, mas é como se a nossa história voltasse a se fundir... mais do que nunca, me sinto parte de ti! É uma sensação estranha porque, mesmo com as geografias que nos separam, nenhuma de suas dores e aflições me passam despercebidas... 
Justamente nestes momentos, MÃE, que faço como você: intercedo aos céus para que tudo aconteça da melhor forma possível (ainda que eu não tenha conseguido chegar a um terço de seu grau de resiliência...)
O teu "Deus te abençõe!" e o meu "Amém! Fica com Deus, mãe!" ao final de cada ligação, é a forma mais sincera de nos falarmos o quanto nos amamos e do quanto somos importantes uma para a outra, bem sabemos disso... 
Juro pra ti que queria ser uma filha melhor! Ter um pouco mais discernimento quanto as coisas realmente importantes na vida (e ter mais paciência para lidar com as coisas, como você sempre diz!). 
Me peguei pensando em "como é a sensação de ser mãe"... interessante que eu, não soube definir, tampouco verbalizar como deve ser isso. Acho que é uma escolha que necessita de uma grandeza de alma e de desprendimento tão gigantescos que os céus escolhem a dedo as mulheres que realmente estão preparadas para tanto!
Sabe, MÃE... uma vez, vi em algum lugar que escolhemos as pessoas com quem queremos conviver quando reencarnamos... Se realmente é assim, fico feliz porque mesmo sabendo que lidar comigo não seria nada fácil, ainda insistiu nesta coisa complicada que é ser minha MÃE...
Então, muito obrigada por tudo, MÃE! Pela compreensão, pelos cuidados, pela confiança, pelo carinho, pelos puxões de orelha, pelas brigas, pelas risadas, pelos ensinamentos, pelos exemplos, pelos incentivos.... por ser meu abrigo e fortaleza! Muito obrigada por poder contar contigo, independente de qualquer coisa! Muito obrigada por aceitar meu jeito torto.
Que os anjos do céu continuem a rodear sua vida, que a luz divina te conceda saúde, longevidade e paz!
Mesmo de longe, nunca saí de perto de ti e, assim será, sempre!
FELIZ DIA DAS MÃES! Tu está em um lugar especial do meu coração, junto com todas as lembranças boas, aquelas que tem gosto de mingau de fubá e cheiro de madeira recém cortada!

"Amém! Fica com Deus, mãe!" (traduzindo: Fazem 37 anos que amo você e assim será, até o fim dos meus dias!)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dia do Trabalho... e quando não é?



           Certa noite de domingo, naquela hora em que a musiquinha do Fantástico te deprime, ora porque é sinal de que as horas de "descanso" estão chegando ao fim, ora porque o resumo das notícias semanais te desanimam, tentando dar conta de toda insensibilidade humana que permeiam a realidade mundial de nossos dias, lembrei que a internet poderia ser uma alternativa para desopilação.
      Entre postagens, curtidas e fotos do facebook, um pequeno texto chamou a minha atenção, principalmente em função dos múltiplos compartilhamentos entre meus colegas de profissão. Ali, dizia assim:


"Nesta tarde (ou manhã, ou noite), em algum lar, um(a) professor(a) está preparando a aula para o seu filho na escola, enquanto você trabalha ou assiste TV.
Neste mesmo minuto, professores do mundo todo estão usando o seu “tempo livre”, muitas vezes gastando do seu próprio bolso, para a educação, prosperidade e futuro do seu filho."


            Pois era justamente isso! Ali, estava eu, com várias abas abertas de sites pedagógicos, procurando novas atividades e sugestões de lembrancinhas para o dia das mães, "carregando umas pedras enquanto descanso"!
         Não compartilhei a publicação, mas foi interessante o quanto algumas palavras de terceiros vem nos convidar à reflexão de forma tão inesperada às vezes.
         Comecei a pensar no meu cotidiano... na sexta-feira que vim caminhando pela rua, da Escola até a minha casa, trazendo  25 cadernos em minha mochila, para corrigir as tarefas de meus alunos porque não foi possível fazer isso em sala... lembrei que todas as noites meu horário de sono só é permitido depois das 2 horas da manhã e só acontece porque antes, tomo remédios receitados pela psiquiatra, justamente porque as horas que meu corpo necessita para relaxar são divididas com a ansiedade causada pela preocupação que tenho com alunos que não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem dos demais e necessitam de olhares especiais... pensei no horário marcado com o ortopedista para verificar as dores que tenho sentido na coluna, outra rotina que não costumava a estar no meu cotidiano existencial há algum tempo atrás...
         Realmente, tenho gastado do meu bolso para ser professora!
       A vida tem me feito estas cobranças e é muito triste quando percebo que não tenho o suficiente para reembolsá-la depois...
         Beirando os quarenta, você não olha mais as coisas com o mesmo olhar romantizado dos 20. A praticidade dos 30, continua a imperar. O tempo passa a urgir e os cabelos brancos te contam diariamente que as coisas daquele dia, não serão mais como eram antes...
         Então, nestas filosofias e entrelinhas, o tal do tempo vem novamente te dizer:
         - Ivonete, o que você vai trabalhar com os alunos do nono ano amanhã? Tu tens de preparar algum conteúdo sobre o Oriente Médio! Ahh, e não te esquece que esta turma tem a guria que é inclusão, e que tu tens de adaptar o conteúdo para o nível dela para que a acompanhante possa ajudar.... e tem o sétimo ano, a questão dos biomas brasileiros está em aberto, você precisa pensar uma forma de encaminhar tudo para a pampa porque então, já pode dar sequência para a Região Sul... Quanto aos alunos da tarde, aquele texto do Juca das Rosas parece ser interessante para começar os diálogos sobre o Dia das Mães, inclusive, é interessante abordar a questão de substantivos próprios e comuns porque abre um leque para isso... 
         Começa o Domingo Maior... o filme já passou umas trezentas vezes na sessão da tarde... meu corpo está relutando contra a impressora... as coisas do nono ano são para a manhã seguinte....
          Aí, o tempo diz:
          - Ok, Ivonete, toma teus remédios e vai dormir. Para amanhã, estamos com tudo pronto. Agora, você tem de "guarda energia" para os trabalhos da UFRGS de amanhã a noite, porque as datas estão se aproximando..."
          E lá, eu vou... Brincar de viver, porque tenho de ter dinheiro para pintar os cabelos brancos depois...
          Ahhh, mas antes, FELIZ DIA DO TRABALHO! 👍


        

         Referências:


terça-feira, 25 de abril de 2017

Quem diria que dos nove, já estamos no quinto?!

         
        Então, depois de passar pelo processo de Vestibular, estávamos no dia 17 de novembro de 2014 tendo nossa primeira aula inaugural, quando conhecemos a estruturação do Curso. Uma semana depois, conhecíamos o famoso "pbworks", temido e razão das inúmeras vezes que pensei em desistir.
    Entre as primeiras construções, conhecer nosso Espaço Escolar e representá-lo de forma visualmente compreensível, uma narrativa digital que nos custou horas de concentração e criatividade, davam provas de que os processos reflexivos estavam apenas iniciando, e que seriam parte de nossa rotina "peadiana", pois dali, partiríamos para a criação de nossos portfólios de aprendizagem em 30 de março de 2015. 
         2014,2015, 2016, 2017... avaliar retrospectivamente nossa trajetória, gera um misto de alegrias pelas conquistas que fomos alcançando, com umas pitadas de nostalgias e finalmente, a ideia de que se trata de um caminho cheio de surpresas, entre as quais, a amizade é um ingrediente bastante singular.
         Muitas vezes, continuamos a ouvir que "fazer a faculdade à distância é moleza". Discordo!                  Por que? Porque em se tratando deste curso, a distância limita-se à meras questão geográficas, e porque ao invés de conjugar o verbo "fazer", optamos pelo "construir".
         Conforme o tempo vai passando e vamos nos dando por conta de nossa autonomia, perdemos a pretensão de "conter conhecimentos" porque atentamos para a sua multiplicidade, para sua dinamicidade.
       Ao passo que os desafios colocam à prova nossas capacidades, percebemos que sempre é possível dar um passo além daquilo que já havíamos compreendido como "fim de linha". 
          Matematicamente, estamos na metade do caminho para conseguirmos nossa graduação... Daqui a pouco, virão preocupações como "que música eu quero que toque nos meus segundos de fama?", "Qual a cor que vou querer para o meu vestido?', "Como vou fazer para não chorar e borrar a maquiagem na hora das homenagens aos nossos queridos"....  
           Daqui a pouco... muito pouco! 
           Oxalá, passe bem rapidinho este processo!

           
  
    
   




terça-feira, 18 de abril de 2017

E agora, Projeto de Aprendizagem, Projeto de Pesquisa ou Projeto de Ação?


Por si só, a palavra "Projeto", já dá a ideia de que há a necessidade de se solucionar um problema "X", e para tanto, são necessários traçar objetivos, os quais nortearão as etapas que virão futuramente. 
Pensar um Projeto de Aprendizagem é reportar-se ao construtivismo piagetiano, já que em essência, seu propósito é a promoção de aprendizagens profundas através indagações constantes que buscam o envolvimento das pessoas em questões e conflitos produtivos e portanto, relevantes às suas vivências.

Pensado como metodologia de trabalho em sala de aula, o Projeto de Aprendizagem, segundo Almeida (2000),

"(...) é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias, e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem. Este ambiente é criado para promover a interação entre todos os seus elementos, propiciar o desenvolvimento da autonomia do aluno e a construção de conhecimentos de distintas áreas do saber, por meio da busca de informações significativas para a compreensão, representação e resolução de uma situação-problema. Fundamenta-se nas ideias piagetianas sobre desenvolvimento e aprendizagem, inter-relacionadas com outros pensadores, dentre os quais destacamos Dewey, Freire e Vygotsky."

 Entre as características do trabalho desenvolvido com Projeto de Aprendizagem, podemos destacar a tomada consensual e heterárquica de decisões quanto a escolha do tema, regras, direções e atividades, baseadas no contexto do aluno, contrariando as demais formas de trabalhos com projetos que consideram situações vivenciadas e pontuais.
Além disso, o próprio espaço escolar passa a ser visto em sua essência, ou seja, como local de compartilhamento de experiências, primados nas relações interpessoais, longe dos paradigmas uniformizantes, lineares, cadentes e excludentes defendidos pela pedagogia tradicional. Desta forma, o trabalho com Projetos de Aprendizagem leva em consideração o universo infantil ou a adolescência, longe da abdicação do rigor intelectual ou do valor próprio conhecimento em si. Pelo contrário. Assegura-se de que estes conhecimentos sejam apropriados de forma significativa e portanto, interessante aos olhos de todos os envolvidos no processo, o que Cooper denomina como “aprendizagem ativa”.

Contrariando as tomadas de decisões de forma heterárquica dos Projetos de Aprendizagem, os Projetos de Ensino, os professores, juntamente com a coordenação pedagógica escolhem o tema a ser abordado, arbritam sobre os critérios externos e formais, de acordo com  a organização hierárquica dos conteúdos curriculares. Apesar de denominado como metodologia globalizadora, o Projeto de Ensino ainda mantém o Professor em seu papel de agente transmissor de conhecimentos aos alunos, meros receptores de informação. 
A exemplo dos Projetos de Ensino, os Projetos de Ação compõem-se de um tema norteador, estabelecimento de objetivos, justificativas que respaldem as ações e metodologias a serem realizadas, bem como recursos necessários e resultados almejados, os quais são organizados sob a forma de um cronograma de ações. Todavia, ambos diferem-se com relação ao tempo de duração, pois se o primeiro, pode ser estabelecido à longo prazo, o Plano de Ação está mais interessado nos resultados propriamente ditos, evidenciados em retomadas constantes aos objetivos a que se dedica.


Referências

ALMEIDA.Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. Disponível em http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0030.html, acessado em 06 de abril de 2017.
COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055, acessado em 06 de abril de 2017.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

O professor reflexivo

O ato reflexivo é algo inerente ao ser humano, pressupondo tomada de consciência a partir de analise detalhada de alguma coisa ou fato. Portanto, pressupõe que o indivíduo deva conhecer afundo aquilo que é investigado, livre de qualquer preconceito, sendo oriunda desta perspectiva a autonomia defendida no texto de Alarcão.
Segundo as reflexões da autora, a contemporaneidade social nos exige posturas profissionais que colocam sob júdice contínuo as estruturas hierarquizadas do ensino-aprendizagem, já que “são as perguntas que permitem passar do nível descritivo ao nível interpretativo, transformar os confrontos em potenciais de reconstrução”. (Alarcão, 1996, p. 10).
Vistas sob o viés reflexivo, as ações do professor devem traduzir-se em mudanças práticas em seu cotidiano pedagógico, seja durante as suas realizações, seja num caráter retrospectivo. Encarado desta forma, o processo de ensino-aprendizagem vai tornando-se mais elaborado, já que as ações reinterpretadas vão gerando condições para criação de outras alternativas, as quais serão utilizadas em outras ocasiões que demandem semelhantes posturas.
Um professor reflexivo dirige, prioritariamente, um olhar sobre sua própria prática e contexto imediato, analisa as condições concretas que perfazem seu dia a dia. No entanto, penso que, aliado a este processo introspectivo e individualizado, é importante que as Escolas propiciem encontros para compartilhamento de experiências entre os demais profissionais da Educação, mantendo canais de comunicação que dialoguem com as diferenças e incorporem novas perspectivas.

Referências

ALARCÃO. Isabel. Ser professor reflexivo. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1917616/mod_resource/content/2/Ser_professor_reflexivo_Isabel_Alarcao.pdf, acessado em 17 de abril de 2017.

terça-feira, 4 de abril de 2017

E por falar em ansiedade, voltamos às atividades coletivas...

       Em outros momentos, já falei sobre a minha dificuldades de realizar trabalhos de forma coletiva, seja porque minha sociabilidade ainda está no jardim de infância, seja porque a divergência de pensamentos acabam gerando impasses que vez por outra, desandam para a extinção de "relacionamentos amistosos", por assim dizer.

                                                           .
Prova concreta do que digo foi a realização da atividade encaminhada sobre "Fé e Ciência", cuja a ideia inicial era de que convergíssemos nossas curiosidades em prol de uma construção coletiva. Embora a apresentação tenha ficado a contento de todos (pois ainda que contrariada, não medi esforços em fazer minhas contribuições para o bom andamento do processo), confesso que a frustração foi uma companheira contínua, pontuada pelo fato de que passei a pertencer a um grupo "das gurias que não estavam no dia do começo da atividade" e não, ao grupo em que eu já havia contatado para que pudesse fazer parte no período intermitente às aulas presenciais...
        Então, quando reiniciaram as atividades da EDUAD 079 - Seminário Integrador V e da EDUAD 077 - Projeto Pedagógico em Ação, ambas propondo-se colaborativas, mas coletivamente organizadas, tendo a investigação como mote principal, veio aquela sensação que bem conheço...
       "- Vamos lá, Ivonete... você consegue! Vai ser breve!"
       Todavia, desta vez, eu estava presente na aula. Portanto, foi passível que eu escolhesse as pessoas com quem eu iria deveria trabalhar! Engraçado, para alguns é apenas um detalhe! Para mim, é a diferença! Não que isso beire a xenofobismo, homofobia, egocentrismo, narcisismo ou qualquer outro destes "ismos" ou "fobias" que andam na moda! 
    O  interessante é que, resolvemos que iríamos manter o mesmo grupo para realização das atividades da EDUAD 078 - Psicologia da vida adulta, quando pesquisaremos sobre a Ansiedade.              Então, me senti em casa, porque trata-se praticamente de um "estudo de caso"... não lembro do dia em que aprendi que era assim o nome que designava esta sensação que alguns dizem ser boa, mas bem sei o quanto os constantes tratamentos com especialistas tem me auxiliado a lidar com a delicadeza desta questão.
       Agora, vem a parte do "- Ok, Ivonete! Supere-se!", mas daí, já é papo para uma outra postagem...